O universo feminino a descoberto...

28
Jan 09

Todos passamos pela adolescência. Mais tarde ou mais cedo passamos pela chamada idade da ‘ parvalheira’ ou do ‘armário’. Talvez a fase mais confusa e estranha das nossas vidas. Começamos a deixar de ser crianças, mas ainda estamos muito longe de ser adultos. Não há fase melhor para fazer as piores asneiras, porque o facto de sermos adolescentes é desculpa para tal. E aprender é mesmo ai nessa fase, ou nunca deixamos de ser crianças.

Existe a teoria de que as meninas desenvolvem mais cedo que os rapazes, no sentido que crescem, amadurecem mais rápido. Se é verdade ou não, não faço ideia. Mas como mulher, sinto-me quase no dever de defender esse facto. A verdade é que o nosso desenvolvimento deve-se mais á educação e ao meio envolvente de que a qualquer outra coisa.

As meninas tendem a despertar paixões mais rápido e regularmente. E digo regularmente porque a definição de paixão é tão confusa como a adolescência assim exige. E a paixão pode variar numa questão de dias, para não falar em horas.

Ao contrário de muita gente, eu não relembro essa fase do meu crescimento como a melhor. Foi importante, mas regressar lá era um pesadelo.

O corpo muda a uma velocidade assustadora. E essa mudança não nos deixa ser estáveis, nem sequer no nosso visual que é a coisa mais importante das nossas vidas naquelas dias.

Das coisas mais engraçadas da idade são as revistas de adolescentes, que traduzem tão bem as formas de pensar e agir.

Numa brevíssima pesquisa online descobri a ‘Bravo’. Uma revista cor-de-rosa choque! E é do melhor que há. Confesso até que eu comprei os primeiros números desta revista. Sim… eu sou tão velha quanto o lançamento desta preciosidade. Se procurar bem ainda devo ter por cá o nº1.

E o que é que encontramos por aqui?

É tanto que nem sei por onde começar…

Basta darem um saltinho ao site para verem do que falo.

O meu destaque vai para a rubrica ‘As tuas histórias’

Onde as leitoras enviam descrições dos seus dramas pessoais. E eu bem posso dizer que até já escrevi coisas quiçá piores! Lol

No ‘top 10’ exposto, seleccionei esta obra prima:

“A azarada no amor

Então é assim, eu estava apaixonada pelo Mauro quer dizer so tinha um fraquinho, e eu disse a minha melhor amiga que gostava do melhor amigo do Mauro, o André, mas o André tinha namorada por isso ela teve de o esquecer e imaginem por quem é que ela se apaixonou a seguir?? Sim, pelo Mauro. Quando eu soube eu nem queria acreditar, mas eu disse-lhe que eu ja não gostava dele para ela poder avançar, mas ela sabia muito bem que estava apaixonada por ele. Mas como ele não gostava dela ela desistiu dele... Epa que raiva!

O pior é que cada vez que eu me apaixono ha sempre uma parede a separar-me do rapaz .. =S

 

Ass: A Aquariana azarada”

Digam lá se não é um máximo???

E escusam de rir e gozar…todos tivemos os nossos dramas.

Embora uns mais do que outros.

Fonte: http://www.bravopt.com/index.php

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Bárbara Ferreira

elasequesabem às 19:46
elas sentem-se: adolescentes

comentário:
Essa história é mesmo demais!!!

Numa coisa tenho de ser sincera, também já escrevi coisas igualmente parvas. A fase da parvalheira é simplesmente fantástica.
Achamos sempre que somos as mais desgraçadas criaturas do mundo!!!
As borbulhas povoam a nossa cara, usamos o primeiro sutiã e achamos logo que toda a gente repara...gostamos taaaaaaanto do tal rapaz...ui...dali a umas semanas já nem sequer olhamos para ele!
Sonhamos acordadas a ouvir aquela música especial, lemos as revistas parvas de fio a pavio e seguimos todos os seus conselhos religiosamente.
E lá vamos nós para as aulas todas felizes com os nossos brindes da "100% Jovem"...
Enfim, eramos felizes e não sabíamos. Não sei porque temos de fazer da adolescência um drama, se afinal é uma fase tão bonita da nossa vida.
Tudo é novo e especial: os primeiros beijos, os primeiros "pedidos de namoro", os primeiros namorados, as primeiras maquilhagens, os primeiros saltos altos, as primeiras festas....e, tá claro, a primeira menstruação (só para as mulheres é claro )!

Quanto à questão das raparigas se desenvolverem mais depressa que os rapazes, é um facto provado cientificamente. É por isso que nessa altura só nos interessam os mais velhos

Tânia Fernandes
pesesapatos a 28 de Janeiro de 2009 às 23:18

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